O cigarro jogado pela janela, vestiu a roupa, pintou os lábios. Escondeu todos os vestigios da noite.
Ela procurava abrigo, ele procurava prazer. E foi assim que aconteceu, o sangue corria na veia, os olhos falavam pela alma suada de prazer. Tentava voltar, encontrar a saída. Mas uma puta como ela não tinha de onde sair.Sua palavra é sexo, dinheiro.
Degustava o gozo da vida, da noite, do homem.
O vinho na taça e lá estava ela, mais uma vez. Gritos, vozes, zombavam aquela fragilidade perdida no tempo, no corpo. Aquela era, a puta agressiva que a vida criou. A puta vestida de verde que existe em cada um de nós.
Ivanna Duarte.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
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